quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

No Limite

Ruas escuras
A Cidade-Veneno que te mata lentamente
A mulher branca se esquiva da sombra dos becos
Solavanco do salto que se quebra entre os tijolos

Carros passam por mim sem se importar se estão vivos
Os carros do trilho do Trem-fantasma
Demônios familiares, lindos e claros
Viver custa caro

Uivo do lobo inerte
Cacos de gelo na calçada suja
Travesseiro de lâminas que cortam as boas intenções
Desprendem os tendões

Onde está o anjo?
Onde está a Terra que nos foi prometida?
A paz da vida garrida?
O seio da virgem despida?

Meu nome é o raio que o parta
Parta para bem longe
Longe de tudo que é meu, que é seu
Longe do amor que me prometeu

(Edu Neves)






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