quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Lugar Nenhum

Hoje eu decidi assassinar a dor
Com um trago de Whísky
E com uma marca de batom

Não tem ninguém em casa
Então grito
Com a minha voz embargada

A sala de estar não está com uma boa cara
Então troco os móveis de lugar
Pra lugar nenhum, meu mal comum

Cresci com o tempo passado
E no presente, tenho pressa
Pra não chegar atrasado no futuro

O meu atraso é pensar em você, doçura
Que partiu
E deixou qualquer coisa partida aqui dentro

(Edu Neves)

Um comentário:

  1. Belíssimo.
    Abraços vindos do interior (...) do trator um pouco velho, mas ainda amarelo.

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