sábado, 28 de abril de 2012

Ilusão protagonista, Morte coadjuvante

Olhei lá de cima
Estive por toda parte procurando as rimas
Olhei em volta e vi o inferno
Brasa quente do inverno

O assassino faz a sua última ronda
Enquanto os russos lançam a primeira bomba
A bomba explode no chão da realidade
E sangra o coração da santíssima trindade

Bebi o absinto amargurado da noite passada
E esqueci-me da ilusão, com a cara lavada
O sorriso da serpente ainda está presente
Presença ausente, jardim sem semente

Essa é a última valsa, o último sonho
Não sei dançar, mas abraço o infinito
O que ontem era bemol
Hoje é sustenido

Silêncio
Grito
Amor mal escrito

(Edu Neves)

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