terça-feira, 8 de maio de 2012

Quando a chave não abre a porta (O prefixo do Abandono)

Saímos de noite e não havia nada na esquina
Nem começo havia
Saímos do meio da rua escura e seguimos (como fantasmas), pra onde a história termina

A garota de marfim nos acenou atrás da vitrine luminosa
Estaríamos a salvo
Depois de engolir a última gota de pecado com soda

Forte é a chuva que despenca no deserto das tentações
Forte é o sol nos olhos do príncipe cego
Queimando suas ilusões

Fomos pra casa de baixo de sol e chuva
Sem arco-íris
Eu, Sonny e Ísis

Bares fechados e portas abertas
Mente turva e coração vazio (lindos campos noturnos)
Mil corações partidos em uma festa

Nenhum roubo aconteceu, não nos levaram nada
Hálito quente no breu
Motim de emoções na calçada

Tremendo de frio, fechamos nossos olhos
Eu, Sonny e Ísis
Morremos lentamente e acordamos invisíveis (sem cicatrizes)

(Edu Neves)

Um comentário:

  1. é um misto de sentimentos e emoções...um negocio bem abstrato, mais é bom rs, eu desconfio que seja bom !

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