terça-feira, 1 de maio de 2012

Selva de Anjos

Eu tenho caminhado noites à fio
Encontrei espinhos e fadas delirantes
Encontrei serpentes e duendes gigantes

Avistei a enorme nuvem carregada de munição
Ginsberg me injetou morfina
Me livrando da maldita sina (que nunca termina)

Carrego a bagagem de um cego
E me encontro com as almas no porão
Não temo o deserto, temo sua imensidão

Tenho caminhado nos trilhos (errados)
Para ver Marianne
Mas o vento do oeste selvagem a levou e me tornei errante

Tornei a me encontrar com a cigana
Me mostrou que do lado de dentro, tudo é lindo
Então, me tornei índio

Visitei a cidade alucinante
L.A. é um lamento de solidão gritante
Mas o lamento se tornou constante

Encontrei todo tipo de gente
Corri todo tipo de risco
Comi lagosta no Carnegie Hall, bebi Vodka do lixo

O vendedor de ilusões me fez um preço justo (não posso reclamar)
Minha alma perdida em troca de prazer
Hoje, o trago amargo é meu único lazer

Volto a dormir
Métrica simbolista de um sonho
Aguardo...
Espero...
Pelo chamado (do décimo oitavo anjo)

(Edu Neves)

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