sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ed Dunkel num Céu de Diamantes

Sim, ele te seguiu por mares revoltosos e paraísos artificiais
Foi seu fiel escudeiro, na luta e no luto
Como pôde abandoná-lo, Dean?
Depois de sua partida, nem mais um vulto

Sim, você se lembra do rompimento do último laço
Deixou a bela pequena de olhos claros para te seguir
Morreu umas vinte vezes em Tukson
E tudo o que faz, é sorrir

Se lembra de seus olhos quando estava faminto?
O que comia, descia como a fada verde do absinto
Dean, você o deixou
Deixou que ele se perdesse no seu labirinto

Um dia irá se encontrar? Irá nos encontrar?
Continua vendo o seu pai nos rostos de cada vagabundo errante?
Nos olhos das amantes mexicanas...
Pra cima deles, cavaleiro andante

Avante, cowboy ingrato
Não irei atrasar sua viajem louca
Avante, mas se lembre de mim, se lembre do Ed
Se lembre de queimar suas roupas (Sei que você tem energia para aguentar o fogo)

Eu realmente queria não ter que ir falar com o homem do tempo
Sabe que o tempo não é nosso amigo
Mas se lembre de Ed Dunkel
 Dunkel's House é nosso abrigo

(Edu Neves)




Nenhum comentário:

Postar um comentário