segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Rapina

Meu gavião de peito aberto, pegue a filha do seu servo
Coma as entranhas do injusto
Gavião desolado
Migre para o pacífico ( Nos confins do mundo )

Galo do sertão árido, beba da fonte da juventude
Que o mar vire sertão
E contemple
A sua plenitude

Meu carcará imaginário, deguste o vinho tinto
Com seu paladar indigesto
Volte para o seu inferno
Antes que eu mesmo me contesto

Tenha cuidado com a serpente que voa
Voa, voa para bem longe do meu coração
Se esgueira mata adentro
E me morde a mão

Peço-te o fim dos dias amenos
Que tenha compaixão de seu pobre amigo
E colha as flores no deserto
E faça-me um abrigo

(Edu Neves)


Um comentário:

  1. Por vezes, pedir socorro é a melhor saída q encontramos!
    Ou não..afinal,já não estaríamos nós, largados ao relento e às aves sonoras e cruéis?
    Pra variar..um texto que traz a dor da alma solitária e sofrida.

    Beijo =)

    ResponderExcluir