terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A Rosa

A rosa chorou de dor
Não era dor de amor
Nem a lágrima de um ator
Talvez um filme de terror

A rosa ficou pálida
Diante da dor dos seus espinhos
Diante de uma chama cálida
O vento a apagou com seus moinhos

O sol não queimou a sua pétala
Bebeu água destilada
Depois, teve uma queda
Queda livre, que erra e te acerta

Depois nasceu em outro lugar
Lugar desconhecido por humano
Com uma sombra a lhe cobrir e calar
Ao vestir-lhe o manto branco

(Edu Neves)



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