quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Good News

There's no brain damage, mom'
There's no pain, no suffer in your head
It's just a little veil's pick
Trouble no more and miles ahead

I ain't got nothing but the Blues
You had a bussy day
Long hot summer night
No demons to come arrive

Lord knows you're will be fine
I know how you feel, feel like a shine
Storms have been gone
And there's no lonesome (Soul)

Wish i could fly above us
But i've been tried to take the warm gun
And to shoot white roses against them
And finally, to come in Neverland

(Edu Neves)



segunda-feira, 15 de agosto de 2016

1969

Os anos passaram e ainda estamos no rancho
O rancho do Velho Gordon
Ouvindo canções doces
Enquanto o Vietnã nos dá um coice

O Rancho é a moradia do filho que ainda vai nascer
Milhões de cabeças sacudindo os ossos
Rock & Roll nos auto-falantes
Deu a partida, o Cavaleiro Andante (Dom Quixote)

Bombas caindo, eles disseram
Mas era um franzino com distorções elétricas
Violões velhos num canto
Mas era Joan Baez com seu canto, ostentando

Os garotos com cabelos longos e faces juvenis
Estão brincando na lama
Enquanto no tribunal, chora o juiz
E deita em sua fama

(Edu Neves)




Love Song

Diante da porta, paro e espero
Espero o florista
Lhe entrego as rosas brancas
E as neves do alpinista

Olho por cima dos ombros da moça à minha frente
Nada de novo nas fronteiras
Nada de novo em seus olhos reluzentes
Sangue novo em suas veias

Como um gago digo-lhe às pressas que o trem vem vindo
Lugares reservados nos foram tomados
Taças de vinho tinto embotadas
Copos quebrados

Chão de esmeraldas à nossa frente
Estrelas adiante
Separatistas sem dentes
Sorrisos indecentes

(Edu Neves)



domingo, 7 de agosto de 2016

Esperança (Running on Faith)

Guardo em mim o resultado final
É alívio pra você e para os seus
É dor passada que ainda não chegou
É um pedaço amputado que não a devastou

No entanto, o dia está próximo
Próximo de encerrar a dúvida avassaladora
Fé me surge nesse instante
Fé que me faz seguir adiante

Seus botões estão guardados em papel de seda
Seus olhos estão me guiando para a Via Láctea
Mom, you don't know what is it?
You know myself better than me

Esperança, deposito em outras mãos
Mãos de outro Estado
Outro palácio
Outro vocábulo

(Edu Neves)



Máquinas Voadoras e Pedaços no Chão

Céu azul
Nuvens pálidas e cheias de energia
Batem no acostamento de uma nebulosa
E nos manda sua água fria

Pessoas ao redor
Almas sedentas de amor
Batem umas nas outras com suas armas verbais
Se anulam depois com outros tais

Tráfego congestionado
Uma serpente marinha dobrando a avenida
Com seus motores desligados
Com suas baterias infinitas

Chão desgastado
Pegadas de um andarilho
Passos que ecoam na vasta estrada
Passos que não dão em nada

(Edu Neves)



Sem Nome (Parte 2)

Não há tato
Na boca infértil dos ratos
Sim, eles continuam comendo os nossos restos
Restos de esperanças e dados jogados

Seta não acerta o alvo que me alivia
Acerta outra coisa
Que me desespera
Coisa não entendida

(Edu Neves)




Apagam-se as Velas

Estamos no escuro
No vazio que criamos e enfeitamos
Estamos em cima do muro
Muro que concretizamos

Velas se apagaram
Eu me acendi
Todos se acenderam
Quando o escuro obscuro se doeu

(Edu Neves)



Melodia

Emoção e comoção
Trago-lhes uma sétima e nona dor
Sustenida é a vida do ator
Bemol é o ar quente do calor

Uma nota suspensa no ar de riso da Monalisa
Tudo que rabisca
Cria
Fadiga

Tenho dissonâncias à pagar
Um vaso que a cantora lírica não pode quebrar
Uma tablatura ao contrário
Desafinado o violino para tocar

Então, visto minha calça Skinny
Sendo alguém, imagino Paganini
Primeiro da igreja e do concerto
Certo e reto, sujeito que não contesto

(Edu Neves)



Delete

Risque os riscos e apague os temores inválidos
Façamos, vamos amar (Cole Porter)
Sejamos os franco-atiradores de rosas
Vermelhas, brancas e Tecnicolor

Vejamos o nascer e o poente
Astro Rei contente
Esqueçamos o que fez de nossos olhos, corrente
Correnteza de lágrimas pungentes

(Edu Neves)



Lugares

Eu não estou lá
Estou aqui, sendo estado de espírito
Espírito oculto que não vejo
Luz no incomum cargueiro

Estou onde?
Na mente e no coração materno
Dentro de mim exalta
O mais bonito verbo

(Edu Neves)




A Faca e o Queijo

Temos um único tempo
Nosso tempo
Um minuto que vai
Não podemos comprar outro minuto lento

Fazer agora para ser lembrado ou esquecido
Memórias sem brilho
Cidade fantasma sem bandido
Coisas ruins que aniquilo

(Edu Neves)



Desconto à Vista

Perco minha visão, ilusão
Perco meu pesadelo lúcido
Aflição
Perco-me em infusão

Sem óculos para longe ou perto
Sigo reto com o coração na mão
Ontem foi um dia longo
Al Pacino em Um dia de Cão

Fecho os olhos e enxergo tudo
Tudo que não pude ver
Tudo que não pude ser
Tudo que posso escrever

O tudo ainda é nada
Vivendo no fio da navalha
Não sou poeta que se respeite
Sou um Beat fazendo meus enfeites para que alguém talvez se deleite

(Edu Neves)



África

Mãe de todos os ritmos
Somos filhos ingratos
Bastardos ocidentais
O Rock & Roll tem seus sais minerais

Mãe de todas as tribos
Somos seus leões sem filhos
Perdidos em seu deserto
Procurando seu rio

(Edu Neves)



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Um Sonho a Mais

Sonho comigo na Lua
Deve ser meu lugar
Sonho com a minha Lua
E sonho com a Lua caminhando na rua

Pesadelos com quem deixou-me não os tenho
Só tenho sonhos férteis agora
No clarão da aurora
Em qualquer hora

Um sonho a mais
E quase não sonho mais
Talvez com a Nona de Beethoven
Ou com qualquer Blues de ontem ou de hoje

Deixo meus olhos choverem
Inundando e limpando o quadro negro
Deixando escapar qualquer segredo
Me escondendo e sendo seu brinquedo

(Edu Neves)



Magia Branca

Ela com seus unguentos me livra das dores do mundo
Me transforma num melro
E me leva para acima das águas geladas
E me pousa em seu ombro esquerdo

Conhecedora da natureza
Me livra dos demônios da cidade grande
Sou apenas um garoto sem asas
Agora, dê-me algo com o qual eu fique deslumbrante

Então, ela me deu uma bata imaculada
Um cristal azul e uma pedra de ametista
Tudo para ser queimada impiedosamente
Na inquisição equivalente

(Edu Neves)



Charles

O operário vem vindo
Lhe trazendo um copo de vinho
E um corpo limpo
Para você se deleitar

És Jesus?
A juventude dessa espelunca acredita que sim
Talvez seja
Talvez esteja

Esteja louco
Ou maquiavélico
Não é pelo dinheiro, nem pela fama
Pelo que é? Não me engana.

Polanski sofreu com a sua misericórdia
Não mais que a jovem que ajudou a prendê-lo
É o maior ladrão de todos os tempos
Roubou uma canção e a colocou em seu templo

(Edu Neves)



Adeus, Estrada dos Tijolos Amarelos

Teclo em seu piano de vidro com peixes dentro
Vivem ouvindo seu timbre peculiar
Vivem com ar
Ar com Lá

Lá menor com sétima
E começa seu show
Seu amigo Billy te assiste atentamente
Com a estrada em sua mente

Estrelas se juntam a você
A bailarina teve um dia de cão hoje
Então abraça-te com ternura
Abraça-te com saudade de um tempo não vivido

Uma lamparina luta forte contra o vento
E a sua princesa se foi
Você disse que é o ciclo da vida
Eu digo que é uma ferida

(Edu Neves)




Oriente

Lembranças do Ocidente infeliz
Trago os poemas de Bashô
Ou o ar de Xangô
E me sinto feliz

Povo de sabedoria milenar
Talvez me orientem
Povo do Oriente
Vivem um inverno quente

(Edu Neves)



O Povo X Mr. Jones

Andando no quarto com uma caneta na mão
Sim, ele sabe que nessa jaula as regras dele não se aplicam
Aplicam injeções de emoção
Para salvar-lhe o coração

Então, ele vê alguém no espelho quebrado
Mas ele se vê em quadrados
Julgamentos para todos os lados
Mr. Jones não sabe agora qual é o seu lado

Há algo, mas ele não sabe o que é
Mas agora pode sentir
As injeções lhe caíram bem
Agora é um Geek

Um garoto assustado dentro da cela
No escuro, sem vela
O que lhe resta, são ideias
Um tanto quanto controversas

(Edu Neves)



The Rain (Chuva Passageira)

Águas de novembro lá fora
Lágrimas de dezembro aqui dentro
Dentro do corpo paralisado pelo passado
Dentro dos olhos de plástico

Continua chovendo o ano inteiro
Ou talvez sejam meus olhos embotados
Seja um rinoceronte com seus olhos tristes
Derramando uma lágrima e refletindo a minha crise

Ele pinta o Rinoceronte
Ele me pinta
Dalí, pinta quem quer que seja
Desde de que haja tinta ou chuva

Outros eus me pertencem
Não me encontram, pois fujo deles
Sempre trazem à tona o mal que há na chuva
O mal que há em mim

(Edu Neves)



Lisboa

Azulejos quadriculados formando um cavalo marinho
Ficam em minha mente
Ficam no meu caminho
Como um passeio ao largo do Porto, sozinho

Esteja aqui ou ali, Portugal sempre esteve em mim
Sempre esteve em ti
Em nós
Esteve nos nossos lençóis

Meu desabafo soa retumbante
Como um fado dissonante
Até que a vida os separe
Na alegria e na tristeza, como houvera antes

Afogo mágoas em meu Bandolim
Tiro as notas de algum bêbado
Um imigrante de Pequim
Um solitário Tejo nesse versinho

(Edu Neves)



Lembranças à Anne Frank

Ela disse que viveria até o último pôr do sol
Ela acreditava nos seus vampiros sedentos
Acreditava na vida fora do centro
Centro do universo, epicentro

Mundo de trevas e luz
Luz que não apagava as trevas
Trevas que geravam corpos nus
Cheios de sede, dormiam na capela

Seus diários foram roubados
Por um pobre coitado que dizia que o fim estava próximo
Mas ele queria continuar lindo e vazio
Os mortos recebem mais flores do que os vivos

(Edu Neves)





Frases De Efeito

Uso frases de efeito
Para cobrir mil defeitos
Defeitos da vida
Com seus cabrestos

Frases de efeito
Com o coração alado
Ou em pedaços
Ganho a vida em um sorteio

Normas aplicadas à nós
Desatam os nós da liberdade
E a juventude cruel se apaga
Com a chama da crueldade

A placa diz que é uma rua de mão dupla
Então sigo entre duas vielas nuas
Como se fosse um peixe num aquário
Ou vestido desbotado

(Edu Neves)