sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Lisboa

Azulejos quadriculados formando um cavalo marinho
Ficam em minha mente
Ficam no meu caminho
Como um passeio ao largo do Porto, sozinho

Esteja aqui ou ali, Portugal sempre esteve em mim
Sempre esteve em ti
Em nós
Esteve nos nossos lençóis

Meu desabafo soa retumbante
Como um fado dissonante
Até que a vida os separe
Na alegria e na tristeza, como houvera antes

Afogo mágoas em meu Bandolim
Tiro as notas de algum bêbado
Um imigrante de Pequim
Um solitário Tejo nesse versinho

(Edu Neves)



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